Chinatown o pedacinho da China pelo mundo

Chinatown o pedacinho da China pelo mundo

Em algumas grandes cidades do mundo, é possível notar ruas com um toque oriental. Lanternas ovais na cor vermelha, portões decorados com dragões e ideogramas e letreiros escritos em mandarim revelam a presença da cultura chinesa em todos os continentes.
As Chinatowns são áreas que receberam imigrantes oriundos da China, e que, em sua maioria, se desenvolveram a partir da ação deles. Entre lojas e restaurantes, circulam imigrantes e seus descendentes que mantêm hábitos típicos e ajudam a dissemina-los em regiões com culturas bastante diferentes.
 Nesses locais o que se vê são influências da cultura chinesa por todos os lados, principalmente na arquitetura, no comércio e na gastronomia. Em algumas cidades, as áreas são pequenas, como em Londres, em outras, são maiores e possuem até mesmo grandes templos, como em Bangkok.
Nas ruas estão expostos diversos símbolos chineses que ambientam as áreas e dão aquela sensação de imersão em pequenas réplicas da China.
A presença comercial também é marcante nas Chinatowns, com destaque para os famosos produtos chineses, que têm preços incomparáveis e – na maioria das vezes – procedência e qualidade questionáveis.
A gastronomia é marcada por ingredientes exóticos, preços acessíveis e comida de rua. Aliás, muita comida de rua!
Há também lugares para manifestação religiosa e para a prática de artes marciais chinesas, como tai chi chuan e kung fu.
As datas marcantes da cultura chinesa também são comemoradas nas Chinatowns pelo mundo em eventos e festivais que reproduzem parte de seus rituais.  
No Brasil, o bairro da Liberdade, em São Paulo, celebra há 11 anos uma das datas mais importantes para a China: o ano novo chinês. Todos os anos, no mês de fevereiro, a Praça da Liberdade recebe o evento que conta com a dança do dragão e de leões chineses no desfile de abertura.
A comemoração realizada em São Paulo já representa a maior manifestação do ano novo chinês fora da China. Mas não é apenas nesta data que o bairro da Liberdade ganha ares chineses, pois aos poucos estes imigrantes ganham espaço entre os comerciantes japoneses.

Pontos turísticos
Em várias cidades, as Chinatowns tornaram-se atrativos turísticos e fazem arte dos roteiros de viagens. Cada uma delas possui pontos de visitação de destaque como templos ou outras construções com referências da arquitetura chinesa.
São Francisco, na Califórnia, recebeu os primeiros imigrantes ainda na década de 1840 e abriga a Chinatown mais antiga dos EUA. Hoje, esta é uma das áreas mais visitadas por moradores e turistas, e uma das atrações é o Tin How Temple, o templo chinês mais antigo do país, construído na década de 1850.
Também nos EUA, na cidade de Nova York, está localizada uma das maiores e mais conhecidas Chinatowns do mundo. A área recebe imigrantes chineses desde 1870. A presença da cultura chinesa é tão grande no bairro que motivou a criação do Museu Chinês nas Américas, o MoCA – Museum of Chinese in America –, fundado em 1980. O bairro chinês da Big Apple está localizado ao lado de um bairro formado por imigrantes italianos, o Little Italy.
Não é apenas do outro lado do mundo que há bairros chineses, no Japão, a cidade de Yokohama tem uma grande região de moradores de origem chinesa. A forte presença deles se deve ao fato de, em 1859, o governo japonês ter permitido a abertura do porto de Yokohama, a partir daí o país começou a receber os primeiros chineses.
Contudo, apenas em 1955, com a construção do Portal da Amizade, o Zenrin-mon, o local passou a ser reconhecido como Yokohama Chinatown – onde estão os dez famosos portões construídos com base no feng shui.
Na América Latina, as Chinatowns recebem o nome de barrios chinos. O principal deles fica em Lima, capital do Peru, onde vive a maior comunidade chinesa da América Latina. Há estimativas de que no país vivem mais de 1,3 milhões de imigrantes e descendentes do país asiático, que começaram a chegar em 1849. Outro destaque em Lima são as chifas, como são chamados os restaurantes de comida chinesa por lá.
 Os bairros chineses em todos os cantos do mundo têm em comum a capacidade de transmitir aos visitantes a sensação de estar por algum tempo na China. É só colocar os pés em alguma Chinatown que surge um universo bastante diferente daquele em que se pisava alguns metros antes.

 

Chinatowns pelo mundo

América do Norte
Montreal e Vancouver (Canadá)
São Francisco, Los Angeles e Nova York (EUA)

América Latina
São Paulo (Brasil)
Buenos Aires (Argentina)
Lima (Peru)
Santiago (Chile)
Cidade do México (México)
Havana (Cuba)

Europa
Paris (França)
Londres (Inglaterra)
Amsterdã (Holanda)
Milão (Itália)

Ásia
Cidade de Cingapura (Cingapura)
Bangkok (Tailândia)
Manila (Filipinas)
Incheon (Coreia do Sul)
Yokohama (Japão)

África
Joanesburgo (África do Sul)

Oceania
Sidney e Melbourne (Austrália)

 

Museu Chinês nas Américas

Na Chinatown de Nova York está localizado o Museu Chinês nas Américas, o MoCA – Museum of Chinese in America –, fundado em 1980.

O MoCA é o primeiro museu voltado à cultura chinesa no ocidente. O espaço se dedica a apresentar e preservar a história, o patrimônio, a cultura e diversas experiências de imigrantes e descendentes chineses nos EUA.

O museu promove exposições inovadoras e interativas que valorizam a cultura chinesa e os artistas do país.

Fonte: www.mocanyc.org

 

 

por Amanda Santana

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