Mercado imobiliário segue estabilizado nos bairros Tatuapé e Anália Franco

Mercado imobiliário segue estabilizado no Tatuapé

Depois das eleições e a Copa do mundo, realizadas no Brasil em 2014, muito se falou sobre a des­valorização do mercado imobiliário que, até então, apresentava uma oportunidade de investimento, com retorno de 100% do valor da compra. De fato, um mercado em constante progresso. Os programas de incentivo à compra e as facilidades para aquisição destes bens passou a ser uma excelente oportunidade para os investido­res, bem como a Bolsa de Valores.

Mas o ano de 2015 começou com a inflação alta e a economia estagna­da em todos os setores da sociedade, inclusive o imobiliário. E, hoje, o mercado já não está tão atrativo como há cinco anos – época em que a popu­lação tinha grande poder de compra. Entretanto, a venda dos imóveis em al­gumas cidades do país, como na capital paulista, registra certa estabilidade.

De acordo com uma pesquisa reali­zada pela FipeZap, um dos principais indicadores do mercado imobiliário brasileiro, o preço médio do metro quadrado de apartamentos prontos anunciados em 20 cidades brasilei­ras teve alta de 0,16% em maio em relação a abril, resultado abaixo da inflação pelo sétimo mês seguido. Isso demonstra que, apesar das dificulda­des, os brasileiros não deixaram de comprar a casa própria.

Para Ailton Godoi, corretor de imóveis há dez anos e que atua princi­palmente na região do Tatuapé (Zona Leste de São Paulo), “o mercado teve um grande aquecimento e, hoje, está estagnado”. O profissional explicou que os altos custos, como a construção e o preço dos imóveis, são os “culpa­dos” por esse momento. Godoi disse também que, atualmente, os imóveis aumentam, no máximo, 20% do valor original da compra. Para driblar a situação, as imobiliárias têm adotado medidas como anúncios em veículos de comunicação; mas a maioria dos atendimentos acaba sendo por meio do famoso “boca a boca”.

Contudo, ele garante que na região dos bairros Tatuapé e Anália Franco o impacto foi menor e as vendas conti­nuam, apesar da crise econômica que o país enfrenta. A busca de imóveis com valor até 1,5 milhão de reais continua com a procura alta e com potencial de negociação baixo. “Esse tipo de bem continua sendo vendido da mesma forma que antes; imóvel todo mundo compra, e nunca dei­xa de comprar; e quem já comprou, compra de novo para ir para um lugar maior”, afirma Godoi.

As construtoras trabalham com tec­nologia, inovação e grandes novidades desse mercado. As novas construções, principalmente os edifícios, acabam se tornando um local agradabilíssimo. Prédios com mais de 35 andares, dife­rentes metragens, grande área de lazer, etc. Há várias opções de preços e de gosto, dependendo do consumidor.

Por outro lado, o comprador deve fazer pesquisas, pois nem sempre os apartamentos mais caros são as melho­res escolhas. Na hora da compra, a me­lhor combinação continua sendo a casa na planta e o financiamento bancário. A vantagem está na hora da liberação do imóvel; geralmente os financiamen­tos o liberam rapidamente. Além disso, há a vantagem de o bem receber uma pequena valorização.

Aqueles que querem economizar e es­colhem os imóveis usados, devem ficar atentos. A Caixa Econômica Federal, que detém 70% do mercado do finan­ciamento imobiliário, tende a perder participação, neste segmento, após a redução no limite de financiamento para imóveis usados. A nova regra é um ajuste após a redução da captação da poupança e da elevação da taxa Selic.

Agora, para adquirir um imóvel usado pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), o comprador terá que dar uma entrada de no mínimo 50% e financiar a outra metade. Antes, a entrada mínima era de 20%. Já os financiamentos habi­tacionais contratados com recursos do Programa Minha Casa Minha Vida e do FGTS não sofreram alterações.

Os imóveis nos bairros Anália Fran­co e Tatuapé não foram impactados pela crise econômica do país, que po­deria levar a ter um possível desconto para vender mais rapidamente. No entanto, Ailton é categórico ao afirmar que “o preço do imóvel não vai abaixar, vai continuar o mesmo; e quem irá comprar, terá que desembolsar um pouco mais de dinheiro”.

Apesar da situação econômica, Go­doi acredita neste mercado. “Faz dez anos que trabalho com isso, e sempre há seus altos e baixos; a gente tenta controlar; sempre tem consulta e a tendência é sempre de melhorar”.

Por:

Colaboradora Sandy Oliveira (estagiária de jornalismo)

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