Nado sincronizado

natação artística

História
Se comparado a outros esportes, o nado sincronizado pode ser considerado ainda um bebê. A primeira aparição da modalidade nas Olimpíadas foi em Los Angeles-1984. O nado sincronizado tem outra particularidade que vem desde o seu nascimento: o caráter artístico. Isso porque a modalidade surgiu, entre o fim do século 19 e o início do século 20, como um verdadeiro balé aquático.
No início, as apresentações eram feitas por homens, mas logo as mulheres passaram a dominar. O primeiro registro de apresentação de balé subaquático é de 1907, em Nova York. Naquele ano, a australiana Annette Kellerman se apresentou no New York Hippodrome dentro de um tanque de vidro.
Mas o nado sincronizado não se transformou no que é hoje tão facilmente. Mesmo com algumas apresentações em competições de natação ao longo dos anos, foi somente em 1934, na Feira Mundial de Chicago, que o termo “nado sincronizado” foi utilizado pela primeira vez. A partir dali, o esporte tomou forma e os atletas começaram a se aperfeiçoar técnica e fisicamente.
Após a primeira competição oficial ter sido disputada em 1940, o nado sincronizado não perdeu tempo e buscou logo virar um esporte olímpico. O caminho não foi fácil. De 1952 a 1968, participou como esporte de demonstração. A primeira conquista oficial foi em 1955, nos Jogos Pan-Americanos do México. Alguns anos mais tarde, em 1973, já sob o comando da Federação Internacional de Natação (Fina), foi disputado o primeiro Campeonato Mundial da modalidade. Com a globalização do nado sincronizado, o Comitê Olímpico Internacional (COI) acrescentou o esporte à lista oficial em 1982. A estreia, portanto, ocorreu em Los Angeles-1984.

As provas
O nado sincronizado olímpico é disputado em duas categorias:
- Dueto;
- Equipe: no mínimo quatro e no máximo oito atletas.
As atletas têm que fazer duas apresentações:
- Rotina técnica: 2min20s para duetos e 2min50s para equipes. As atletas precisam efetuar movimentos obrigatórios, estabelecidos pelos árbitros.
- Rotina livre: 3min30s para duetos e 4min para equipes. As atletas efetuam movimentos e formações escolhidas pela equipe.

Erro de digitação
A canadense Sylvie Fréchette perdeu uma medalha de ouro nas Olimpíadas de Barcelona-1992 por um descuido de uma brasileira. Árbitra da competição, Ana Maria da Silveira se equivocou ao dar nota para a bela apresentação da canadense e digitou 8,7 em vez de 9,7, como pretendia.
A própria Ana Maria percebeu e admitiu o equívoco, já sob os protestos de Sylvie, mas não teve jeito. O lugar mais alto do pódio acabou mesmo com a norte-americana Kristen Babb-Sprague, que em um gesto de reconhecimento à boa apresentação da rival, a colocou no topo do pódio. A injustiça com a nadadora canadense foi desfeita três anos depois, em 1995, quando o COI lhe entregou a medalha de ouro.

Hegemonia russa
Das sete edições dos Jogos Olímpicos em que o nado sincronizado participou, a Rússia dominou o pódio, tanto no dueto quanto por equipes, nas últimas quatro. De Sydney-2000, passando por Atenas-2004 e Pequim-2008, até chegar a Londres-2012, as russas levaram para casa todas as medalhas de ouro disputadas.
Uma das grandes responsáveis por esse sucesso é Anastasia Davydova. Aos 30 anos, a nadadora é a maior vencedora olímpica do nado sincronizado. Nos Jogos de Atenas-2004 e Pequim-2008, Davydova venceu tanto a prova de duetos quanto a prova por equipes pela Rússia, somando quatro ouros. Em Londres-2012, ela voltou à disputa, desta vez somente por equipes, e saiu vencedora mais uma vez, chegando à quinta medalha dourada, um recorde para um atleta russo.
Entre 2001 e 2009, Davydova foi campeã mundial 12 vezes. Depois da última edição dos Jogos, no entanto, a russa anunciou a aposentadoria e virou técnica.

 

fonte site Brasil 2016 (Portal Oficial do Governo Federal sobre os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016)

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