Piqueri: de chácara dos Matarazzo a espaço verde imprescindível na ZL

Parque do Piqueri

O Parque do Piqueri surgiu no final da década de 70 a partir de um terreno ad-quirido em 1927 pelo Conde Francisco Matarazzo, a antiga Chácara do Piqueri.

O local era constituído por uma casa sede, pomar, granja, área para criação de diversos animais, como búfalos, lhamas e veados, além de uma fábrica de queijos e uma área destinada às Indústrias Matarazzo.

O parque está localizado no bairro do Tatuapé, em uma área total de 97.200 metros quadrados, e é administrado pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.

Seu nome faz referência a uma tribo indígena que habitava a área localizada na confuência do Ribeirão Tatuapé, atu-al leito da Avenida Salim Farah Maluf, e do Rio Grande, hoje Rio Tietê.

Em 1950, uma parte da chácara do conde foi vendida e, em 1970, o restan-te da local foi desapropriado e declarado como de utilidade pública. No dia 16 de abril de 1978, foi inaugurado o parque e a área foi integrada definitivamente ao patrimônio do município.

No parque são encontradas algumas peculiaridades: na entrada está o gradil, datado de 1901, que já pertenceu ao Parque da Luz e foi transferido ao Pi-queri antes de sua inauguração.

A casa em que hoje funciona a administração do parque foi construída para abrigar o italiano Saule Carpinelli, que veio ao Brasil para ser administrador da chácara.

Foi feito o plantio de mais de 50 espé-cies de árvores nativas e exóticas, procu-rando-se observar aquelas que melhor se aclimatavam em São Paulo na época.

O espaço guarda características estéti-cas peculiares, como a Alameda das Sibi-pirunas, que fazia caminho até o palacete que serviu de moradia ao antigo proprie-tário, hoje já demolido.

O parque conta com uma fauna abun-dante; são aproximadamente 90 espé-cies incluindo tigres d´água, sapos-cu-ruru, peixes e cobra-de-duas-cabeças, um lagarto serpentiforme.

Há 79 espécies de aves, destacando-se os sabiás, família dos pica-paus, papa-moscas tiranídeos, papagaios e maracanãs, saíras e sanhaçus-traupídeos, que aglomeram um grande número destas espécies.

Há registros interessantes de anambé--branco-de-rabo-preto, sabiá-ferreiro, saíra-ferrugem, saí-azul e saí-andori-nha que chamam atenção pela beleza da plumagem e do canto. O ouriço-cachei-ro representa o mamífero do parque.

A vegetação é composta por alameda de sibipirunas, eucaliptal, bosques hete-rogêneos e bambuzal. Em destaque, há o alecrim-de-campinhas, faveira, casuaria-na, espatódea, ingá-banana, grevílea-gi-gante, jatobá, pitósporo, jacarandá-mi-moso, jerivá, paineira, magnólia-branca, pau-incenso e pau-ferro.

Das 152 espécies registradas, cinco estão ameaçadas, entre elas o pinheiro-do-paraná, aunha-de-vaca-do-campo e agrumixama.O lago do parque foi construído artificialmente no período em que o Conde Matarazzo era proprietário da chácara e, hoje, é o habitat de algumas espécies de peixes e de aves migratórias.

A água do lago possui uma coloração verde, efeito da presença das algas que se proliferam de maneira excessiva, em consequência da abundância de nutrientes liberados no ambiente. Isso tudo resulta em decomposição de matéria orgânica procedente de alimentos que os usuários do parque oferecem aos animais.

O local proporciona aos frequentado-res bicicletário, pista de cooper, campo de futebol de areia, áreas de estar, apa-relhos de ginástica, quadras poliespor-tivas, playground, palco para apresentações, o lago para contemplação, espaço para piqueniques, sanitários e canchas de bocha. Para quem gosta de ler, há um espaço chamado Ponto da leitura.

O parque é uma das poucas áreas com bastante verde que a capital paulista oferece, apesar de precisar de algumas melho-rias, de acordo com os frequentadores.

Seu amplo espaço e estrutura pro-porcionam um passeio interessante por promover a inclusão e o envolvimento de diferentes públicos. No final, todos são contemplados: os mais agitados e praticantes de esportes ou aqueles que preferem sossego e apreciar o barulho tranquilo dos pássaros, ao fundo.

Vale a pena caminhar por pistas e tri-lhas curtindo a natureza, parar no espaço de leitura e desfrutar do acervo disponí-vel, observar fora e fauna locais, jogar e treinar na academia ao ar livre.

Então não deixe de visitar este pedacinho verde da cidade, aproveitando momentos de lazer e diversão com amigos e a família.

O Parque do Piqueri fica localizado na Rua Tuiuti, 515 – Tatuapé, na zona leste de São Paulo. Funcionamento: diariamente das 6h às 18h / 6h às 19h (horário de ve-rão). O local não possui estacionamento, entretanto, há vagas para carros ao redor do parque e fica próximo ao metrô Tatua-pé (linha vermelha).

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